A língua Nagô é falada em Salvador Bahia na Capital Iorubana das Américas
Chegou no Aeroporto Internacional Luís Eduardo
Magalhães da nossa cidade de Salvador no dia 8 de junho de 2018, o Ọọ̀ni Ilè-Ifẹ̀
[Ooni de Ilê-Ifé], Sua Majestade Imperial, o Dr. Adeyeye Babatunde Enitan
Ogunwusi, o Ojaja II (Ojaja segundo).
A palavra Ọọ̀ni é uma
referência a contração das palavras
na frase “Ọ ní òrìṣà ” que significa
“Ele está em Orixá” ou “Ele fala Orixá” ou “Ele é Orixá”.
Cabe ao Ooni de Ilê-Ifé zelar primordialmente dos quatrocentos mais um
(400+1) Orixás, na condição de Sumo Sacerdote do Culto Mundial aos Orixás e Governante tradicional de Ile-Ifè, uma
cidade-estado da Nigéria que é, reconhecidamente,o berço do povo e da
civilização Iorubá.
O reino de Ile-Ifé tem ligações ancestrais diretas
com algumas casas de Candomblé do Brasil e foi nesse sentido que ele visitou o
terreiro Ilê Odo Ogé mais conhecido como Pilão de Prata, o qual tem como líder
religioso o Babalorixá Air José Sowzer, descendente direto de Bamboxê um
importante babaláwo africano na história da diáspora africana. O Babalorixá Air
José Sowzer aparece na imagem no extremo do lado direito, enquanto o autor
desse post, aparecer no extremo do lado esquerdo.
Essa imagem foi capturada pela lente do fotografo
do Jornal Correio da Bahia no dia 10 de junho, na emblemática Igreja da
Barroquinha, na nossa Salvador, Capital do Estado da Bahia, quando o Ooni
Adeyeye declarou a Bahia como: “Bahia, Capital Iorubana das Américas”. Aparecem
na foto também, além dos já citados, da esquerda para a direita a Dra. Arani
Santana, Secretária Estadual da Cultura, o Dr. Francisco de Assis,
representando a Fundação Gregório de Matos, o Ooni de Ilé-Ifé, Sua Majestade
Adeyeye Babatunde Ogunwusi, e a Dra Fábya Reis, Secretaaria Estadual da
Promoção da Igualdade Racial.
A visita teve como um dos objetivos principais
fortalecer as afinidades culturais entre os afrodescendentes no Brasil e os
iorubá na Nigéria, com vistas a utilizar o patrimônio cultural comum em prol de
uma parceria cultural e econômica que beneficiará os dois países.
Na recepção oficial nessa mesma oportunidade, recebemos
o Ooni falando em língua ioruba, dizendo assim:
Ẹ
káààsan
Mo ki
gbogbo yin, awọn ọmọkunrin ati awọn awọn ọmọbiri
Kábiyèsí o, ọba aláṣẹ, ikeji òrìṣà, ki adé pẹ lórí,
ki bàtà pẹ lẹsẹ, ki ìrùkẹrẹ pẹ lọwọ,
Ki ẹṣin ọba jẹ ko pẹ o, Kábiyèsí o"
Orukọ temi ni professor Adelson.Mo ki Kabiyesi Ọba
Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi Ojaja II,
Ọmọ-ọmọ Odùdúwà ti o wa ni Salvador lati ṣe tún fi agbara kún awọn asopọ̀ laarin awọn ẹsin ati awọn àṣà ibilẹ ọmọ yoruba
kaakiri lagbaye.
Kábiyèsí o
Ẹ kàábọ̀
Tradução
Boa tarde.
Saúdo a todos os senhores e senhoras.
Salve, Ó Majestade, Rei poderoso (dono do axé),
segunda pessoa dos deuses, salve a Coroa que que orna Vossa nobre cabeça, salve
o Calçado sob os Vossos pés. Salve o Irukere que porta na sua mão.Que o seu
cavalo tenha força para carrega-lo/que voce tenha longa. Salve, Ó Majestade,
Meu nome é Professor Adelson
Saúdo sua Majestade O rei Ooni
Adeyeye Enitan Babatunde Ogunwusi Ojaja II, descendente direto de Odùdúwà que está em Salvador para reforçar os laços
religiosos entre todas as religiões e as tradições culturais Iorubá entre todos
os seus descendentes Ioruba espalhados por todo o mundo.
Sua Majestade,
Seja bem-vindo!
.

Estamos dando inicio ao blog FALA, NAGÔ!. uma blog que virá na tônica do reconhecimento de Salvador, Bahia como a Capital Iorubana das Américas. A língua nagô, que é o nome pelo qual a língua ioruba é conhecida pelo nome de Língua NAGÔ.
ResponderExcluirConhece o proejto do professor Edvaldo Brito, para tornar a lingua como patrimonio nosso?
ExcluirMinha querida Ekedi Cristielli ainda não conheço. Mas gostaria de conhecer. Como posso ter acesso ao conteúdo desse projeto?
ResponderExcluirhttps://newsba.com.br/2018/10/18/edvaldo-brito-propoe-tornar-idioma-ioruba-patrimonio-imaterial-de-salvador/
ExcluirAtravés do Projeto de Lei nº 282/18, o vereador Edvaldo Brito (PSD) pretende tornar o ioruba patrimônio imaterial de Salvador. Este idioma é praticado entre os adeptos das religiões de matriz africana na capital da Bahia. “A expansão dessa passagem do núcleo religioso para a interlocução entre baianos, que transcende os limites de Salvador, está relacionada à força da descendência africana em nossa cidade e no estado”, avaliou Edvaldo Brito.
Na justificativa do projeto, o vereador citou que através da Lei Estadual n º 8.085/18 o idioma ioruba tornou-se patrimônio imaterial do Rio de Janeiro. “Salvador, com 82% de seus habitantes formados por descendentes de africanos, tem ainda maior legitimidade que o estado do Rio de Janeiro para adotar tal medida”, afirmou.
Na África Ocidental, cerca de 30 milhões de pessoas falam o idioma ioruba. Esta língua é praticada secularmente pelo iorubas (também denominados nagôs). Trata-se de um dos maiores grupos étnicos da África Ocidental.
Tombamento municipal – Até 2014 os tombamentos de bens culturais e imateriais em Salvador só poderiam ser realizados por uma organização internacional (Organização das Nações Unidas Para a Educação, a Ciência e a Cultura-Unesco); em nível federal, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Cultural (Iphan); e na esfera estadual, através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac).
Entretanto, em 2014 o prefeito ACM Neto sancionou a Lei nº 8.550/14, que instituiu normas de proteção e estímulo à preservação do patrimônio histórico e cultural no âmbito municipal. A proposta parlamentar foi de autoria do atual presidente da Câmara Municipal de Salvador, vereador Leo Prates (DEM).