Ẹni tó Lórí kò ní Fìlà, Ẹni tó ní Fìlà kò Lórí
Cultivo desde meus mais tenros dias, o hábito da leitura. Talvez esse costume tenha influenciado na minha sede por escolaridade. Eu disse: talvez. E essa prática desde aqueles dias, se torna diária em minha vida e se amplia a partir do momento em que o estalo de uma centelha multidimensional ascende em minha mente a chama de uma lanterna mágica que guia a busca pelo Conhecimento para desempenhar o papel da ferramenta mais efetiva de acesso a Sabedoria. A minha relação com Exu é a mola mestra do meu mecanismo físico-intelectual de exercício da comunicação em mais de uma língua: eu preciso dessa habilidade de comunicação poliglota como do ar que respiro. Eu associo esse dom à uma veia especial da minha Ancestralidade africana (aliás, é muito comum entre os africanos a prática poliglota). A leitura é uma das facetas mais interessantes da minha particular inserção no mundo Iorubá-Nagô. E é fundamental também para o meu exercício sacerdotal. Um dos motores a impu...