A Festa de Iemnajá
Pedimos a todos que aguardem o Programa FALA,
NAGÔ! que aparecerá Para muito breve no Canal Povo de Santo no Youtube.
Nele nós vamos dar prioridade ao uso da língua Ioruba
como forma de comunicação.
O programa no qual falaremos sobre a Festa de
Iemanjá terá o seguinte começo:
Ẹ kàábọ̀
sori eto FALA, NAGÔ!
Lóni a
maa sọrọ nipa ọkan
ninu awọn ọdún pataki ju ni Brazil lọ.
A maa
sọrọ nípa ọdún Yemọja.
Ṣe o
le ye gbogbo ohun ti mo sọ?
Ṣe o
ti gbọ́?
Bẹ́ẹ̀ni tabi Bẹ́ẹ̀kọ́
Você entendeu tudo que está
escrito ai acima ?
Sim ou não?
Bem, em todo caso, vamos
explicar em Português?
Está escrito:
–Bem-vindo ao programa FALA, NAGÔ!
Hoje vamos falar de uma das festas mais
importantes da Brasil
Vamos falar sobre a Festa de Iemanjá
Você entendeu tudo que eu falei?
Você entendeu?
Sim ou não.
É essa a informação que está escrita aí acima
em Ioruba.
De fato, Salvador
Bahia é uma cidade com uma história particularmente africana dentre todas as
cidades brasileiras.
Noto com certa preocupação, movimentos, inclusive
sob a forma de “bancadas” legislativas evangélicas na Câmara Municipal que
tentam de forma sub-reptícia, solapar a história e transformar símbolos como a Bíblia
em características emblemáticas da cidade, em franco contraste com suas tradições
e origens mais caras.
Desnecessário pontuar a Festa de Iemanjá como
uma das mais populares e que traz resultados significativos para a economia da cidade
e isso não está ligado a qualquer tradição cristã ou movimentos evangélicos.
O povo que vem para Salvador e se faz presente na
cidade no dia 2 de fevereiro, sejam pessoas vindas de outros países, sejam visitantes
de outros estados brasileiros e que lotam os hotéis e as ruas da nossa cidade,
o fazem pelo que a Festa representa em termos de cultura religiosa afrodiaspórica.
A Festa de Iemanjá tem origem no sincretismo
religioso de Oxum com Nossa Senhora das
Candeias que é celebrada nesse dia, este outro orixá relacionado às águas doces
é presenteado antes do tradicional presente de Iemanjá, no dique do Tororó, a
meia noite do início do dia das festividades onde segundo.
A festa que teria
surgido quando a celebração do presente de Iemanjá no candomblé migrou do Dique
do Tororó para o mar em 1924,viria a substituir a tradicional festa de Sant'Ana,
que ainda seria celebrada pelos pescadores No dia 29 de junho, acontecia uma Festa em homenagem a São Pedro,
realizada na vizinha Igreja Católica de Sant’ Ana, também localizada na praia
do Rio Vermelho."
Em lingua Ioruba, o
livro Àṣà Ati oriṣa Ilẹ Yoruba começa
o seu texto na página 247 com o seguinte relato:
Ohun
ti a bọ ninu ìtàn ni pe Aginjù ati Yemọja jẹ ọmọ bibi inu Ọbàtálá ati Odùduwà. Ọbàtálá
ni baba, Odùduwà si ni ìya. Ọbàtálá tabi Òrìṣà-nla jẹ aṣaáju ninu awọn akọ òrìṣà,
bẹẹ naa ni Odùduwà ti i ṣe iyàwó rẹ̀
jẹ aṣaáju ninu awọn abo òrìṣà.
Tradução
Na mitologia Iorubá aparece que Aginju e
Iemanjá são filhos nascidos de Obatalá e Oduduwa. Obatalá é o pai, e Oduduwa é
a mãe. Obatalá ou Orixanlá é o líder entre os Oriẍás masculinos enquanto
Oduduwa é a líder entre os Oriẍás femininos.
Referencias:
1.
Festa
de Iemanjá;
https://pt.wikipedia.org/wiki/Festa_de_Iemanj%C3%A1
(acessado em 31/01/19);
2.
DARAỌLA, O. & JEJE, A.; Àṣà Ati oriṣa Ilẹ Yoruba; Ibadan Press, 1975.
3.
Imagem Festa de Iemanjá;
http://www.saopaulo.sp.gov.br/conhecasp/festas-e-festivais/festa-a-iemanja/
(acessado em 31/01/19)

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