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Mostrando postagens de junho, 2022

Liturgia Vodun na Diáspora e seus temas na Bahia

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  Uma postura acadêmica que se tornou lugar comum quando o assunto é a história do negro no Brasil, é o viés simplista pelo qual se faz fluir a atribuição a priori da ausência de história dessa gente africana. Essa lente é, em verdade, pseudocientífica. A ciência ocidental precisa sair do gabinete de Franz Boas (1858 –1942) , atravessar com sinceridade e passos decisivos o campo de Bronislaw Malinovsky ( 1884 – 1942) para abraçar com sinceridade o trabalho pioneiro do linguista Lorenzo Dow Turner (1890 – 1972)  e do socióogo  Edward Franklin Frazier  ( 1894 – 1962), esses dois últimos, ambos negros. Não se menciona, sequer, dados constantes em registros escritos e historicamente ordenados, favorecendo de forma intencional à imagem de que o povo negro trazido sob a força de um sistema internacional que não o via como ser humano, não tinha história. Foi assim que o Vodun entra para a composição da sociedade e fica à deriva ao longo da sua margem. Mas nós negros so...

A Liturgia Vodun e o Candomblé Jeje da Bahia

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  O Candomblé Jeje , teoricamente considerado como o candomblé de culto aos Voduns na Bahia, vem a carecer do respeito e consideração que lhes são devidos por toda uma civilização brasileira. Não podemos, simplesmente, atribuir a Hollywood a responsabilidade pela “criação” de um “culto Voodoo” pitoresco, estranho, perverso e sem qualquer suporte na realidade religiosa dos descendentes de africanos na diáspora. A sociedade ocidental que “ajudamos” a construir nos exclui a priori , por conta de sua preferência explicita por modelos brancos aliados a um “horror” em relação ao que é negro africano. Ou seja, a “má fama” do Voodoo não e uma construção exclusiva do cinema. A nossa participação enquanto afrodescendentes para a “consolidação” de um “apagamento cultural" em desserviço à construção de uma Identidade Negra, emana de nós: de certo que as elites nos educaram segundo uma modelo de “feiura” associado a África, e nós, no empreendimento difícil de nos tornarmos “escurinhos”, optamo...